Pega, pega, pega
Texto, texto, texto
Lê, lê, lê
Para não esquecer
Escreve, escreve, escreve
Estuda, estuda, estuda
Chuta, chuta, chuta
Quem te aborrecer
Pega, pega, pega
Outro, outro, outro
Texto, texto, texto
Pára!
Bebe, bebe, bebe
Água, água, água
Para poder relaxar
Volta, volta, volta
Faça, faça, faça
Resumo, resumo, resumo
Passa, passa, passa
Pra outro tudo
Não!
Ensina, ensina, ensina
Aprende, aprende, aprende
Pra não se cansar
Reza, reza, reza
Pede, pede, pede
Professor quero passar
Pensa, pensa, pensa
Dorme, dorme, dorme
Epa!
Chega de sonhar
Assim, assim, assim
Estudo, estudo, estudo
Sou, sou, sou
Um estudante.
Roberto Weber de M. Milla
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
domingo, 23 de dezembro de 2007
Moça da Noite
Oh! Como insistes minha noite velha...
Não me cante mais o coração com tanto apelo
Noite moça dos desejos és meu zelo
Teu soprano me adora mais que eu valha...
Tu me mostras o conteúdo atrás do véu
Busco a fuga ou um santo que me ilumine
Agora tardo de tentação já cometi o crime
Estou na tribuna, minha noite sou teu réu.
Já nos julgamos pela madrugada
Sabes de mim o quanto sou culpado
De não resistir a moça donzela e galharda.
Ouço a ópera de minha hora devotado
E a saudade me habita na alvorada
Que prazer! Que desejo! Oh! Moça da noite estou apaixonado...
Roberto Weber de M. Milla
Não me cante mais o coração com tanto apelo
Noite moça dos desejos és meu zelo
Teu soprano me adora mais que eu valha...
Tu me mostras o conteúdo atrás do véu
Busco a fuga ou um santo que me ilumine
Agora tardo de tentação já cometi o crime
Estou na tribuna, minha noite sou teu réu.
Já nos julgamos pela madrugada
Sabes de mim o quanto sou culpado
De não resistir a moça donzela e galharda.
Ouço a ópera de minha hora devotado
E a saudade me habita na alvorada
Que prazer! Que desejo! Oh! Moça da noite estou apaixonado...
Roberto Weber de M. Milla
Amanhã
Eis que estremeço em minha aresta
Sem hosanas que ecoem em minha mente
E me encorajem nessa luta permanente
Ou me mostrem o caminho dessa floresta.
E mesmo que loas me ataquem com porfia
Sei que farei a epopéia de nossas vidas
Que de todas as lembranças nossas tidas
Não haverá fogo que me alivie a agonia.
Quero ter-te como se fosse minha a tirania
Perder-me em cada espaço do teu corpo
Sendo a chama ardente e fria
Sendo o teu caminho mais reto e torto
Onde o hoje mais intenso faria
Do nosso prazer o amanhã morto...
Roberto Weber de M. Milla
Sem hosanas que ecoem em minha mente
E me encorajem nessa luta permanente
Ou me mostrem o caminho dessa floresta.
E mesmo que loas me ataquem com porfia
Sei que farei a epopéia de nossas vidas
Que de todas as lembranças nossas tidas
Não haverá fogo que me alivie a agonia.
Quero ter-te como se fosse minha a tirania
Perder-me em cada espaço do teu corpo
Sendo a chama ardente e fria
Sendo o teu caminho mais reto e torto
Onde o hoje mais intenso faria
Do nosso prazer o amanhã morto...
Roberto Weber de M. Milla
Amor intenso
Eu te amo meu amor...
Com frescura e com desejo amante...
Sendo um homem ou um bicho delirante
Amo-te com um amor intenso e salvador.
Como posso amar tanto alguém?
Assim eterno em cada vão momento
Sublime no pesar e no contentamento
Palavras não expressam, estão muito aquém!
E na saudade mesmo tão distante
Meu coração enfim vibra de contente
Quando no sorriso teu fico pensante.
Eu te amo assim mesmo de repente
Sem vergonha eu peco a cada instante
De gula por te amar tão intensamente.
Roberto Weber de M. Milla
Com frescura e com desejo amante...
Sendo um homem ou um bicho delirante
Amo-te com um amor intenso e salvador.
Como posso amar tanto alguém?
Assim eterno em cada vão momento
Sublime no pesar e no contentamento
Palavras não expressam, estão muito aquém!
E na saudade mesmo tão distante
Meu coração enfim vibra de contente
Quando no sorriso teu fico pensante.
Eu te amo assim mesmo de repente
Sem vergonha eu peco a cada instante
De gula por te amar tão intensamente.
Roberto Weber de M. Milla
Pranto desatado
Enfim desperta o arrulho
E com ele um brilho avermelhado
Que me arranca o véu e oculta o barulho
De um coração há muito machucado.
E o orvalho que esfria minha alma
Disfarça o pranto ardente e desatado
Que rasga o rosto sem pesar e acelerado
Explode ao chão para encontrar a calma.
Mas não sou meu pranto
Sua bravura não é mais que amiúde
E mesmo que doa e dói um tanto.
Da minha vida só tem eu quem cuide
Por isso fico triste esperando
Que o fim do sofrimento seja o começo amando...
Roberto Weber de M. Milla
E com ele um brilho avermelhado
Que me arranca o véu e oculta o barulho
De um coração há muito machucado.
E o orvalho que esfria minha alma
Disfarça o pranto ardente e desatado
Que rasga o rosto sem pesar e acelerado
Explode ao chão para encontrar a calma.
Mas não sou meu pranto
Sua bravura não é mais que amiúde
E mesmo que doa e dói um tanto.
Da minha vida só tem eu quem cuide
Por isso fico triste esperando
Que o fim do sofrimento seja o começo amando...
Roberto Weber de M. Milla
Soneto de reflexão
Passei a refletir sobre o que faço
Temo que esse seja um erro e moer
Cada espaço que minha alma entrega a doer
Sei que não quero dor de dor, eu passo!
Mas se o que faço eu faço e não desfaço
Porque parece sem sentido um sentido válido?
Da palavra com palavra faz-se o laço
Da escrita que é escrita faz-se o lido.
Quê mais me falta que o quê?
Se escrever faz-me sentir aquilo que sinto
Quando um verso cria um verso em harmonia.
Não preciso de uma regra ou porquê
Só vivo a palavra que nem invento nem minto
Pois a mentira inexiste onde existe poesia...
Roberto Weber de M. Milla
Temo que esse seja um erro e moer
Cada espaço que minha alma entrega a doer
Sei que não quero dor de dor, eu passo!
Mas se o que faço eu faço e não desfaço
Porque parece sem sentido um sentido válido?
Da palavra com palavra faz-se o laço
Da escrita que é escrita faz-se o lido.
Quê mais me falta que o quê?
Se escrever faz-me sentir aquilo que sinto
Quando um verso cria um verso em harmonia.
Não preciso de uma regra ou porquê
Só vivo a palavra que nem invento nem minto
Pois a mentira inexiste onde existe poesia...
Roberto Weber de M. Milla
Soneto da existência
Preciso mostrar ao mundo que existo
Sem talento ou riqueza que me sirvam
De refúgios e inspirações ou digam
Sossega minha alma, eu te assisto.
Não sei se um dia serei grande
Escrevendo versos loucos, sendo maluco
Sinto o tempo passar rápido e embora eu ande
Um dia sorrirei velho e caduco.
Cansei de ficar só e taciturno
Vagueando na vastidão dessa floresta
Que engole os perdidos e encaminha os errantes.
Dia e noite sigo com eles soturno
E no meu coração não encontro uma fresta
Que me alivie os prantos de agora ou de antes.
Roberto Weber de M. Milla
Sem talento ou riqueza que me sirvam
De refúgios e inspirações ou digam
Sossega minha alma, eu te assisto.
Não sei se um dia serei grande
Escrevendo versos loucos, sendo maluco
Sinto o tempo passar rápido e embora eu ande
Um dia sorrirei velho e caduco.
Cansei de ficar só e taciturno
Vagueando na vastidão dessa floresta
Que engole os perdidos e encaminha os errantes.
Dia e noite sigo com eles soturno
E no meu coração não encontro uma fresta
Que me alivie os prantos de agora ou de antes.
Roberto Weber de M. Milla
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